Domingo, 28 de Junho de 2009

A Arte de Julgar os Outros

Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação, e os pais desta família compraram um filhote de pastor alemão. Então começa uma conversa entre os dois vizinhos:

Ele vai comer o meu coelho! De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e "pegar" amizade!!! Parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças,felizes com os dois animais. Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família. E não levaram o coelho. No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranquilamente, quando de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto. O cão levou uma tremenda surra! Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Dizia o homem:

O vizinho estava certo. Só podia dar nisso! Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos. Já pensaram como vão ficar as crianças? Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível: Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secadore o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo. Parecia vivo, diziam as crianças. Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças. Descobriram! Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma. - O que foi?! Que cara é essa? - O coelho, o coelho... - O que tem o coelho? Morreu! - Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem. - Morreu na sexta-feira! - Na sexta?! - Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu! A história termina aqui. O que aconteceu depois fica para a imaginação decada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitar.

*E o ser humano continua julgando os outros...
*A outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu. Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade? Histórias como essa, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos. Às vezes, fazemos o mesmo... Pense nisso e mude...

Extraído do: http://pastortiagocoelho.blogspot.com/2007/06/hospital-do-senhor.html

Domingo, 21 de Junho de 2009

Seja um Adorador, e por Excelência

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Você está em Cristo e se Sente Culpado (a)?

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Pastor Mozart Paulino é Pentecostal, mas a Questão é...

Próximo texto. Aguarde.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Relação entre a Assembleia de Deus (CONAMAD) e o Reverendo Moon

Desde 2005 assumi um papel onde meu temor ao Deus Único, Criador do universo, Pai de Jesus Cristo tem sido meu norte. Tendo a Bíblia como meu parâmetro principal para analisar os fatos, sei que nunca falei mal de ninguém e muito menos incitei rebeliões ou reações físicas violentas: conforme João 7:24, nunca julguei segundo as aparências, mas somente conforme a reta justiça registrada na Palavra.
Não me furto de apresentar FATOS que a mim se revelam, pois contra estes NÃO HÁ ARGUMENTOS! E esta tarde recebi um telefonema que me deixou totalmente atônito… verdadeiramente aflito
Um pastor que conheço a mais de três anos e cujas referências e atuação garantem a idoneidade de seu ministério me contatou inesperadamente com notícias assombrosas: temendo por sua própria vida e de seus familiares, pediu que eu apresentasse alguns registros que comprovam a estreita relação que JÁ FOI ESTABELECIDA entre as Assembléias de Deus da CONAMAD (do “bispo” Manoel Ferreira) e a Igreja da Unificação (do apóstata, ecumênico e precursor do anticristo “reverendo” Moon). Assista os registros em vídeo a seguir e, após isso, mais algumas informações e considerações:







Em primeiro lugar: a identidade desse pastor será preservada por motivos óbvios de segurança pessoal dele e de sua família. Eu, que nunca fui da A.D., sei que o bispo e sua equipe são capazes de ações extremamente contundentes (e, até mesmo, mortais…) para preservar seus interesses.
Novamente garanto que esse pastor é homem temente a Deus e idôneo. Posso informar que é brasileiro, autor de livros e atua na área de apologética e escatologia.
Em segundo lugar: por incrível que pareça, eu já havia mencionado essa aliança profana anteriormente, mas nunca esperei ser instrumento na confirmação deste pacto inadmissível para aqueles que verdadeiramente desejam seguir a Palavra de Deus.
Aliás, este pastor me escolheu porque tem acompanhado meu trabalho no decorrer dos anos, tendo testemunhado de meu zelo pela Palavra e meu interesse pela verdade, sabendo também que não apresento vínculos denominacionais, o que me isenta de possíveis suspeitas por interesses escusos.
Concluindo: ele pediu que eu apresentasse este vídeo para o mundo como uma denúncia das ligações satânicas que estão se consolidando dentro de uma organização que deveria ser unicamente cristã… mas que, através dessas ações, está abrindo a porta para a entrada dos ministros das doutrinas dos demônios e promulgadores da nova era.
Este acesso é garantido através de vultuosas quantias monetárias e, vejam bem, tudo dentro da lei dos homens! Tais quantias tem comprado senão a concordância, pelo menos a omissão de muitos homens que se proclamam como “ministros” do Senhor, mas que ao não reagirem e repudiarem tal união, estão atuando como traidores do evangelho.
Pedimos (eu e este pastor) a meus leitores por todo o mundo, blogueiros ou não, que divulguem tais fatos registrados na esperança de que com a denúncia haja arrependimento! E que, havendo arrependimento, possa haver restauração da sã doutrina.
O pastor me prometeu que muito em breve colocará mais material comprovando estas denúncias a disposição e que, na ocasião apropriada, revelará sua identidade.
Oremos para que o Senhor nosso Deus estenda Sua poderosa mão sobre este homem que O teme, protegendo e abençoando para que prossiga em sua verdadeira cruzada em defesa da fé.


"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Coríntios 6:14)

"Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais." (I Coríntios 5:11)

Teóphilo


Extraído do: http://teophilo.blogspot.com/2009/05/pastor-revela-conexao-entre-ad-e.html

Domingo, 10 de Maio de 2009

O Escândalo do Pecado

John MacArthur, Jr.

O pecado domina o coração humano, e se fosse pela sua vontade, condenaria cada alma. Se não compreendermos nossa própria perversidade ou não enxergarmos nosso pecado como Deus o vê, não poderemos entendê-lo ou fazer uso do remédio contra ele. Aqueles que tentam justificá-lo, negligenciam a justificação de Deus. Até compreendermos quão totalmente repugnante nosso pecado é, nunca poderemos conhecer a Deus.

O pecado é abominável a Deus. Ele o odeia (cf. Dt 12.31). “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar…” (Hc 1.13). O pecado é contrário à sua própria natureza (Is 6.3; 1 Jo 1.5). A pena máxima – a morte – é exigida para cada infração contra a lei de Deus (Ez 18.4,20; Rm 6.23). Até a menor transgressão é digna da mesma pena severa: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10).

O pecado suja a alma. Ele rebaixa a dignidade da pessoa. Obscurece o entendimento. Torna-nos piores que animais, pois os animais não podem pecar. Polui, corrompe, suja. Todo pecado é vulgar, repulsivo e revoltante aos olhos de Deus. A Bíblia o chama de imundícia (Pv 30.12; Ez 24.13; Tg 1.21). O pecado é comparado ao vômito, e os pecadores são os cães que voltam ao seu próprio vômito (Pv 26.11; 2 Pe 2.22). O pecado é chamado de lamaçal, e os pecadores são os porcos que rolam nele (Sl 69.2; 2 Pe 2.22). O pecado é semelhante ao cadáver em putrefação, e os pecadores são os túmulos que contêm o malcheiro e a sujeira (Mt 23.27). O pecado transformou a humanidade em uma raça poluída e imunda.

As terríveis conseqüências do pecado incluem o inferno, sobre o qual Jesus disse: “E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo no inferno” (Mt 5.30). As Escrituras descrevem o inferno como um lugar terrível e medonho onde pecadores são “ atormentados com fogo e enxofre… ” e “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (Ap 14.10,11). Essas verdades se tornam mais alarmantes ainda quando percebemos que são parte da Palavra inspirada de um Deus de infinita misericórdia e graça.

Deus quer que entendamos a excessiva pecaminosidade do pecado (Rm 7.13). Não ousemos encará-lo com leviandade ou rejeitar nossa própria culpa frivolamente. Quando encaramos o pecado como ele é, é nosso dever odiá-lo. As Escrituras vão até mais fundo que isso: “Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos , por todas as vossas iniqüidades que tendes cometido” (Ez 20.43, ênfase acrescentada). Em outras palavras, quando verdadeiramente vemos o que o pecado é, longe de obter auto-estima, nós nos desprezaremos.


A natureza da depravação humana

O pecado penetra no mais íntimo do nosso ser. Como vimos no capítulo anterior; o pecado está no âmago da alma humana. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mt 15.19,20). “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45).

No entanto, o pecado não é uma fraqueza ou um vício pelo qual não somos responsáveis. É um antagonismo ativo e intencional contra Deus. Os pecadores livre e prazerosamente optam pelo pecado. Está na natureza humana amar o pecado e odiar a Deus. “O pendor da carne é inimizade contra Deus” (Rm 8.7).

Em outras palavras, o pecado é rebeldia contra Deus. Os pecadores raciocinam no próprio coração: “Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é o Senhor sobre nós?” (Sl 12.4, ênfase acrescentada). Isaías 57.4 caracteriza os pecadores como crianças rebeldes que abrem sua enorme boca e mostram a língua para Deus. O pecado destronaria Deus, o destruiria e colocaria o ego no seu lugar de direito. Todo pecado é, em último caso, um ato de orgulho, que diz: “Dê o lugar, Deus, eu estou no comando”. Por isso é que todo pecado, no seu âmago, é uma blasfêmia.

Para começar, amamos nosso pecado; temos prazer nele, buscamos oportunidades para praticá-lo. No entanto, por sabermos instintivamente que somos culpados diante de Deus, inevitavelmente tentamos camuflar ou negar nossa própria pecaminosidade. Há muitas maneiras de fazer isso, como observamos nos capítulos anteriores. Elas podem ser resumidas, grosso modo, a três categorias: encobri-lo, justificar-nos e ignorá-lo.

Primeiro, tentamos encobrir o pecado : Adão e Eva fizeram isso no Jardim, depois de ter pecado: “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gn 3.7) – então se esconderam da presença do Senhor (v.8). O rei Davi tentou em vão encobrir sua culpa quando pecou contra Urias. Ele tinha adulterado com a esposa de Urias, Bate-Seba. Quando ela ficou grávida, primeiro Davi tramou um plano tentando fazer parecer que Urias era o pai da criança (2 Sm 11.5-13). Quando o plano não funcionou, ele conspirou para que Urias fosse morto (vs.14-17). Isso somente agravou o seu pecado. Durante todos os meses da gravidez de Bate-Seba, Davi continuou encobrindo o seu pecado (2 Sm 11.27). Mais tarde, quando Davi foi confrontado com seu pecado, ele se arrependeu e confessou: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Sl 32.3,4).

Segundo, tentamos nos justificar : O pecado é sempre culpa de alguém. Adão culpou Eva, e a descreveu como “a mulher que me deste” (Gn 3.12; ênfase acrescentada). Isso mostra que ele também culpava a Deus. Ele não sabia o que era uma mulher até acordar casado com uma! Deus, raciocinou ele, era o responsável pela mulher que o vitimizou. Da mesma maneira, nós nos desculpamos pelos nossos erros porque pensamos que a culpa é de outra pessoa. Ou argumentamos ter um bom motivo. Convencemos a nós mesmos que é correto retribuir o mal com o mal. (cf. Pv 24.29; 1 Ts 5.15; 1 Pe 3.9). Ou então pensamos que se os motivos finais são bons, o mal pode ser justificado – raciocínio errado de que os fins justificam os meios (Rm 3.8). Chamamos o pecado de desequilíbrio, rotulamos a nós mesmos de vítimas ou negamos que os nossos atos sejam pecaminosos. A mente humana é de uma criatividade sem-fim quando se trata de encontrar mecanismos para justificar o mal.

Terceiro, ignoramos nosso próprio pecado : Sempre pecamos por ignorância ou presunção. Por isso Davi orou: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão” (Sl 19.12,13). Jesus nos advertiu sobre a loucura de tolerar uma trave nos nossos olhos e nos preocuparmos com um argueiro no olho do outro (Mt 7.3). Pelo fato de o pecado ser tão difuso, nós naturalmente tendemos a nos tornar insensíveis ao nosso próprio pecado, do mesmo modo que o gambá não é incomodado pelo seu próprio mau cheiro. Até mesmo uma consciência supersensível pode não saber todas as coisas (cf. 1 Co 4.4).

O pecado não se expressa necessariamente por atos. Atitudes pecaminosas, disposições pecaminosas, desejos pecaminosos e um estado pecaminoso de coração são tão repreensíveis quanto as ações que ele produz. Jesus disse que a ira é tão pecaminosa quanto o homicídio, e a concupiscência tanto quanto o adultério (Mt 5.21-28).

O pecado é de tal maneira enganoso que torna o pecador insensível contra sua própria perversidade (Hb 13.3). É natural desejarmos minimizar nosso pecado, como se ele não fosse de fato uma grande coisa. Afinal de contas, dizemos a nós mesmos, Deus é misericordioso, não é? Ele compreende nosso pecado e não pode ser tão duro conosco, não é mesmo? Mas raciocinar dessa maneira é deixar-se ludibriar pela astúcia do pecado.

O pecado, de acordo com as Escrituras, é “a transgressão da lei” (1 Jo 3.4). Em outras palavras, “aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei”. Pecado, portanto, é qualquer falta de conformidade com o perfeito padrão moral de Deus. A exigência central da lei de Deus é que o amemos: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10.27). Sendo assim, a falta de amor a Deus é a epítome de todo pecado.

Mas “o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rm 8.7). Nossa aversão natural à lei é tal que mesmo sabendo o que a lei requer, ela suscita em nós uma ânsia pela desobediência. Paulo escreveu: “as paixões pecaminosas postas em realce pela lei… eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Rm 7.5-7). A inclinação do pecador pelo pecado é tal que este o controla. Ele é escravo do pecado, porém o busca com uma fome insaciável e com toda paixão do seu coração.

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(Extraído de John MacArthur, Jr. Sociedade sem Pecado. 1ª Edição. Editora Cultura Cristã, 2002 . São Paulo, SP. páginas 100-104)

Domingo, 12 de Abril de 2009

Candidatos a Pastor Recomendados Pelo Comitê de Púlpito

Uma igreja local constituiu um Comitê de Púlpito para sugerir nomes para avaliação pela congregação, para a escolha do futuro pastor da igreja. Aqui está o relatório que o Comitê apresentou:

Adão: É um bom homem, mas parece não ter nenhum controle sobre sua mulher. Existem rumores que ambos gostam de caminhar pelados nos bosques. Quando o confrontamos com esse pecado, jogou a culpa na mulher.

Noé: No pastorado anterior, que durou 120 anos, não conseguiu ganhar nenhuma alma. Susceptível a projetos de construção irrealistas. Após receber um grande livramento de Deus, esse homem demonstrou ser um fraco e passou a embriagar-se.

Abraão: Existiam rumores que praticava a troca de casais. No entanto, quando investigamos, constatamos que na verdade ele nunca dormiu com a mulher de ninguém, embora realmente tenha oferecido sua mulher para outros homens, apesar de que nada se concretizou de fato. Em certa ocasião, quase matou seu filho, sendo detido no último segundo. Teve a oportunidade de viver em uma região muito bonita e próspera, mas passou a chance para seu sobrinho. Tememos que possa vir a cair na pobreza e tornar-se um peso para a igreja na velhice. Existem rumores de que, com o consentimento da sua mulher, engravidou uma empregada doméstica, que depois de alguns anos foi demitida e enviada para longe com a criança.

José: Um estrategista de grande visão, mas parece orgulhar-se de suas capacidades. Acredita em interpretação de sonhos e já esteve preso por quase dez anos. Parece que viveu grande parte de sua vida em abjeta escravidão, o que nos faz pensar se está preparado para lidar com homens de negócios bem-sucedidos e líderes da comunidade. Certa vez acusou um homem de furto e fez com que ele fosse preso injustamente.

Moisés: Um homem manso e modesto, mas não se expressa bem, chegando a gaguejar. Isso nos faz duvidar de seu passado como membro da família real do Egito. Se ele realmente tivesse essa origem, seria um orador seguro. Algumas vezes, levanta ameaçadoramente seu cajado e tem acessos de raiva. Existem rumores de que abandonou uma igreja anterior após ser acusado de assassinato. Além disso, achamos que seu casamento inter-racial com uma mulher etíope possa vir a causar tensão na nossa igreja.

Davi: Era o líder mais promissor de todos, até que descobrimos que envolveu-se em um relacionamento extraconjugal com a mulher de um militar. Além disso, parece gostar de matar seus inimigos, em vez de procurar formar associações ecumênicas.

Salomão: É um ótimo pregador e tem uma coleção enorme de provérbios que ele mesmo criou. No entanto, a casa pastoral não é grande o suficiente para abrigar todas as suas mulheres.

Elias: Tende a cair em depressão. Desestrutura-se completamente quando é colocado sob intensa pressão. Não sabe se comportar em reuniões ecumênicas, pois zomba enquanto os outros ministros adoram e em certa ocasião até os incentivou a se cortarem com lâminas. Foi visto correndo, tentando alcançar um carro, o que nos faz suspeitar de sua sanidade.

Eliseu: Tivemos informações que morou na casa de uma mulher viúva enquanto estava em uma igreja anterior, o que pode gerar rumores e suspeitas.

Oséias: Um pastor amoroso e gentil, mas jamais poderíamos tolerar a ocupação de sua mulher.

Jeremias: É instável emocionalmente, alarmista, negativista, sempre está lamentando por alguma coisa. Soubemos que fez uma longa viagem apenas para enterrar uma peça de roupa nas margens de um rio na Síria. Um rei que leu seus escritos lançou o manuscrito no fogo imediatamente, por causa da linguagem ofensiva, mas Jeremias, teimosamente, escreveu tudo de novo.

Isaías: Parece ser fronteiriço. Afirma ter visto anjos na igreja. Tem problemas com sua linguagem. Admite abertamente que seus lábios são impuros.

Ezequiel: Este homem está completamente louco. Durante muitos dias, alimentou-se de uma ração mínima, cozida sobre o esterco de vacas. Quando sua jovem mulher morreu, não esboçou a menor reação. Afirma ter visto sacerdotes e líderes políticos praticando abominações no Templo, o que é uma acusação totalmente absurda. Achamos que precisa de internação urgente.

Jonas: Recusou o chamado de Deus para pregar no exterior, mas foi forçado a obedecer após ser engolido por um grande peixe em uma tempestade no mar. Diz que o peixe o vomitou em uma praia. Além disso, parece que prega, mas sem desejar que as pessoas realmente se convertam. Recomendamos não arriscar com esse candidato.

Amós: Devido a sua formação de homem do campo, tem a mentalidade estreita e é grosseiro ao lidar com pessoas de nível social elevado. Sua maior experiência é em tanger o gado e em colher figos. Talvez possa melhorar após estudar em um dos nossos seminários, mas parece ter um bloqueio natural contra os ricos. Achamos que seja um pastor adequado para uma igreja situada em um bairro mais pobre.

Melquizedeque: Temos ótimas referências do emprego atual dele, mas de onde vem esse homem? Não preencheu as informações no currículo sobre os empregos anteriores, nem sobre sua filiação. Recusa-se a informar a data do nascimento.

João: Diz que é batista, mas não se veste como tal. Passa vários meses dormindo ao relento, ou em cavernas, tem uma dieta totalmente estranha e provoca os líderes de outras denominações. Tem pouco tato ao lidar com os políticos de alto escalão, fazendo-lhes acusações severas. É totalmente intransigente e não sabe contemporizar.

Pedro: Um homem rude. Dizem que retorna à antiga ocupação de pescador nos momentos mais impróprios. Tem um péssimo temperamento e pragueja quando fica nervoso. Teve um entrevero com Paulo, em Antioquia. É agressivo, mas na verdade é um frouxo e chora às escondidas.

Paulo: Líder nato e um pregador fascinante. No entanto, parece ter pouco tato, é impaciente com os pastores jovens, é severo e dizem que gosta de pregar até as altas horas da noite. Além disso, sofre de um problema de visão que o incapacita até para escrever. Certa vez, provocou uma agitação civil e depois fugiu da cidade, escondido em um grande cesto. Morou durante vários meses na casa de Públio, um notório pagão, na ilha de Malta, no Mediterrâneo. Dizem que nesse lugar, fundou uma igreja e iniciou um ministério de manipulação de serpentes. Além disso, tem o inconveniente de ser solteiro.

Tiago & João: São dois irmãos que gostam de trabalhar juntos. A princípio, o pacote de pregador & assistente parece bom, mas descobrimos que têm um problema de ego com relação aos demais pregadores e que gostam de ocupar posições de destaque nas festas. Certa vez, ameaçaram fazer descer fogo do céu e destruir uma cidade, só por terem sido insultados. Tivemos informações que tentam desencorajar aqueles que não seguem exatamente suas orientações. Diótrefes, que foi líder em uma igreja informa que foi sumariamente desligado após João escrever uma carta instruindo a igreja a tomar essa atitude.

Timóteo: É jovem e inexperiente demais. Não conseguiria se impor diante dos outros jovens e dos homens mais velhos. É mestiço, e sabemos o que isso significa. Além disso, um diácono que o visitou, viu uma garrafa de vinho na estante da sua sala.

Matusalém: É velho demais, sem a menor condição de assumir um pastorado.

Jesus: Teve seus momentos de popularidade, mas depois que sua igreja atingiu 5000 membros, conseguiu ofender, escandalizar e afugentar a quase todos com sermões muito duros. Raramente fica muito tempo em um só lugar. Não tem nenhuma propriedade, bens ou patrimônio pessoal e seria um homem muito necessitado se o chamássemos, pois praticamente pede tudo emprestado e seus amigos precisam sustentá-lo e abrigá-lo em suas casas. Foi visto várias vezes saindo de tavernas e em conversações com prostitutas e com notórios pecadores na região da boca do lixo. Dizem que gosta de tomar bons vinhos e que não recusa convites para festas e banquetes. Parece estar muito preocupado com os demônios, e, por toda a parte, expulsa-os das pessoas. Elogia aqueles que contribuem com pouco para a obra de Deus e critica aqueles que contribuem com muito. Já recebeu várias ameaças de morte, devido a sua intransigência e a rejeição aberta aos grandes líderes ecumênicos. Certa vez, adentrou na maior igreja da cidade, onde havia um bazar para levantamento de fundos, e, transtornado, derrubou todas as barracas e expulsou o povo utilizando um azorrague que ele mesmo improvisou. Estar próximo de Jesus parece ser muito perigoso. Ele adverte seus seguidores que terão aflições e que serão perseguidos por serem seus discípulos. Além disso, tem a desvantagem de ser solteiro, com o agravante de não demonstrar interesse em desenvolver um relacionamento afetivo com nenhuma mulher. Grande parte de seus ensinos parece suicida, falando de sua própria morte. Seria um ministério muito negativista para a nossa igreja, lembrando que desejamos um pastor que fale sobre o poder do pensamento positivo.

Judas: As referências aqui são boas. É eficiente, discreto e tem perfil conservador. Gosta de organizar campanhas de arrecadação de fundos para ajudar as obras assistenciais. Tem boas ligações com políticos de alto escalão e com líderes eclesiásticos. Foi tesoureiro durante o tempo em que acompanhou Jesus, e sempre gozou da confiança do grupo. Recentemente, diante de uma multidão, abraçou e beijou Jesus, em uma demonstração singular de confiança e de amizade. Nós o convidamos para pregar no próximo domingo. Temos possibilidades aqui. Há um rumor que ele se suicidou ontem, mas deve ser um boato sem fundamento, tendo em vista seu tremendo potencial.

Balaão: Exerce um ministério de unção profética. Freqüentemente, é chamado para aconselhar reis e presidentes, que o remuneram bem por seus serviços. É famoso por sua capacidade de conversar com os animais. Além disso, é especializado em escolhas éticas e em soluções pragmáticas. Deve se dar muito bem em aconselhamento conjugal. Se Judas não puder assumir, esse candidato deve ser considerado com atenção.

Lúcifer: Iniciou sua carreira como Ministro de Música nas regiões celestiais. É extremamente talentoso na música. Diversos roqueiros, como Raul Seixas, Little Richard e David Bowie já o reconheceram como o verdadeiro criador do Rock and Roll. Foi também sua a idéia de introduzir a música Rock nas igrejas. Foi injustamente demitido de seu cargo simplesmente por tentar ser igual a Deus. Tem as mais altas recomendações de muitas organizações que ele mesmo criou, como a Maçonaria, a Ordem dos Templários do Oriente, a Ordem Hermética da Alvorada Dourada, a Sociedade Rosa-Cruz, a Sociedade Teosófica, o Cristianismo Esotérico, a Ordem dos Jesuitas, Opus Dei, os Movimentos de Renovação de Brownsville e da Bênção de Toronto, além de grandes denominações, como a Igreja Metodista Unida, a Igreja Episcopal, e a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, onde ele conseguiu colocar vários de seus colegas maçons em posições de liderança. Tem aproximadamente 6000 anos de experiência em motivação humana. Recentemente, o evangelista Billy Graham aprovou o ministério de Lúcifer entre os budistas, dizendo que eles também vão para o céu. É acompanhado por um séquito de outros ministros de luz, que o seguem por toda a parte para ajudá-lo no que for preciso. Esse candidato é nossa opção preferencial. O Comitê de Púlpito está tentando contatá-lo para saber se aceitaria assumir o pastorado em nossa igreja. Como está habituado a viver nas regiões celestiais, talvez não queira vir trabalhar em uma igreja pequena como a nossa. Um dos membros do Comitê garante que Lúcifer já pastoreia nossa igreja, o que, é claro, é um total absurdo, pois nunca ninguém o viu em nosso meio.

Autor anônimo
Texto revisado por: V. D. M. - Campo Grande / MS
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/candpast.asp

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Pastor Provocador

Mark Driscoll é realmente um pastor diferenciado. Sua passagem pela Igreja Emergente, sua teologia reformada e seu plano de ter uma grande igreja assusta muita gente.



Mark Driscoll não está usando nada diferente daquilo que usa em qualquer outro dia. Ele está vestindo seu uniforme de pastor – calça Jeans e camisa para fora da calça com os dois botões de cima abertos. Fala num tom suave, indicando uma voz bem desgastada.

Começa falando sobre as lições aprendidas como plantador de igrejas apresentando conselhos de senso comum acerca do que leva os pastores a se queimarem no ministério. Driscoll, 36 anos, joga T-ball com seus três filhos ou alimenta patos com suas duas filhas. Coisas que dificilmente vão ocupar debates irados em blogs ou manifestações da igreja na rua. Enquanto a igreja de Driscoll, Mars Hill Church, em Seattle, chegava aos 6 mil membros em 11 anos, momentos tranqüilos como esses com sua família preservavam muito de sua sanidade.

“Estou jogando pesado agora”, Driscoll diz para futuros plantadores de igreja na reunião de Março da Acts 29, sua rede de 170 igrejas ao redor do mundo. “Esgotei minha taxa de adrenalina no fim do ano passado, de tanta que a usei. Meu sono ficou comprometido por meses.” Driscoll deve ter adrenalina extra guardada, porque ele se empolga ao recontar a história de Mars Hill.

“Meu primeiro grupo era formado por solteiros alternativos e roqueiros punks anarquistas”, diz. “Não tinham nada a dizer, não eram organizados e nem ofertavam generosamente. Se eu dissesse que ‘todo mundo pagava o dízimo’, bem, só se fosse em cigarros”.

Driscoll não consegue ficar muito tempo em frente a uma multidão sem agitar o ambiente. Isso é o que se espera de um pastor que aprendeu como pregar assistindo ao comediante Chris Rock. Quando você vê, ele já tem a atenção de todo mundo. “Se você tiver que ser um fundamentalista ou moralista... pegue coisas como tomar banho com sua esposa para falar de legalismo”, diz Driscoll com sua voz distinta e grave. “Não pegue nada estúpido como ‘não ouça rock’. Não sei quem são os responsáveis pelas escolhas dos temas legalistas, mas estão escolhendo os piores. Coma carne, tome banho junto e tire um cochilo – estes seriam os meus legalismos. Essas são coisas que posso fazer”.

Driscoll “parece um desses arrogantes universitários, veteranos de fraternidades”, diz The Seattle Times. Culpado da acusação. Se ele não o tivesse ofendido, você nunca teria lido seus livros ou ouvido seus sermões. Em qualquer domingo, em Mars Hill, é possível que um bombeiro-chefe visitante seja salvo. Mas isso será tão provável quanto alguém tirar satisfações com ele antes de ir embora.

O espectro de reações das pessoas é a resposta para a sua língua afiada – sua maior força e sua indiscutível fraqueza. Mas Driscoll também incomoda muitos companheiros evangélicos porque ele não parece se posicionar com respeito às fronteiras que nos dividem. Sua categórica teologia reformada foi absorvida pela igreja emergente. Seu plano de ter uma grande igreja soa aos pós-modernistas como arrogância. Suas raízes na “igreja emergente” preocupa os calvinistas. Ninguém demonstra apoio a ele. Talvez por isso todos apontem suas armas para ele.

Histórias diferentes - Driscoll me deu um abraço cordial quando nos encontramos em sua bela casa nova, situada numa agradável vizinhança onde você não esperaria encontrar esse pastor com reputação de “bad boy”. Sua testa parecia normal, não tinha inclinação (evidência de baixo QI). Ele também não estava bêbado. E se estivesse portando uma arma de fogo eu não poderia ver. Isso é o suficiente, levando em conta os estereótipos que os leitores da Christianity Today devem ter sobre ele, disse Driscoll.

Driscoll ganhou esta reputação quando milhares se encontraram com ele no Donald Miller’s Blue Like Jazz como Mark, o “Pastor Bocudo”. Seu background apresenta Driscoll não como um rebelde, mas como alguém acima da média. Seus colegas de escola em Seattle o elegeram presidente do Grêmio Estudantil. Ele também foi capitão do time de beisebol e editou o jornal da escola. Ele não havia lido a Bíblia até chegar à faculdade, quando folheou uma NVI oferecida pela atraente filha de um pastor. A princípio, Driscoll tomou o partido dos fariseus porque admirava seu autocontrole. Mas Deus logo lhe revelou que Jesus era o verdadeiro herói. Driscoll também ouviu de Deus que deveria se casar com a filha daquele pastor, hoje sua esposa, Grace.

Depois da faculdade, ele retornou para Seattle e trabalhou com estudantes universitários por um ano na equipe da Antioch Bible Church, uma das poucas grandes igrejas da região. Menos de 10% dos moradores de Seattle se identificam como evangélicos, e menos ainda continuam cultuando nas principais igrejas protestantes ou na Igreja Católica Romana. Em 1996, Driscoll fundou a Mars Hill, porque ele não via uma igreja em Seattle que compartilhasse sua visão de missão.

Ele agora usa os cultos de domingo para preparar os membros da igreja para ser missionários em Seattle. A estratégia de aproximação requer um alto grau de assimilação cultural, característica que compartilha com outros líderes emergentes. Por enquanto, Mars Hill tem feito contato com muitos moradores de Seattle através do Paradox, um concerto local promovido pela igreja e que recebe bandas sem vínculos cristãos. Antes disso, era um estudo bíblico ao ar livre, onde era permitido fumar, que fazia crescer a igreja.

No início da Mars Hill, Driscoll teve problemas para encontrar o equilíbrio entre uma sólida ortodoxia teológica e métodos flexíveis para alcançar as pessoas.

“Eu também não expliquei de forma escrita onde éramos teologicamente conservadores e culturalmente liberais, o que causou grande confusão. Metade da igreja estava com raiva da outra metade que fumava, enquanto a outra metade estava com raiva porque eu ensinava a Bíblia”, Driscoll escreve em Confessions of a Reformission Rev.

A igreja de aparência e ambiente nada convencionais atraiu grande atenção local, às vezes positiva. O templo principal é numa antiga loja da Napa Auto Parts, em Ballard, um distrito industrial que está cedendo espaço para hipsters urbanos. O simples e espaçoso edifício acomoda 1.200 pessoas num auditório escuro. Casais jovens rapidamente enchem o espaço do berçário.

A mobilização tem início bem antes dos cultos de domingo começarem, dando à adoração um ambiente de concerto. Muito embora eu tenha chegado mais de meia hora antes para o culto das 9h, os estudantes universitários rapidamente me cercaram e guardaram lugar na frente para os amigos. A música tem um jeito de rock alternativo.

Dois seguranças ladeavam o palco. Vestindo camisetas pretas apertadas e com os braços cruzados acentuando seus bíceps, eles permaneciam encarando a congregação. Fones de ouvido os conectam com o aparato de segurança de Mars Hill. Logo após uma das entradas da igreja está o quartel-general, apelidado de “sala de guerra”. Tudo isso parece exagero – até você ouvir as histórias.

No último outono, um homem portando uma faca invadiu o palco. Seguranças o desarmaram antes que ele pudesse atingir Driscoll. Certa vez, ele pregou usando um colete à prova de balas depois de ter recebido ameaças de morte. Como ele diria, isso é a vida na cidade onde ciclistas nus pedalam passando pela estátua de Lênin.

Driscoll, muito embora ainda emergindo, não pertence mais aos emergentes. Começando em 1995, viajou pelo país pregando em eventos promovidos pela Leadership Network, fora daquilo que cresceu como Emergent Village, em 2001. Foi quando Driscoll rompeu com eles. Ele começou a suspeitar de que os líderes emergentes queriam revisar a ortodoxia cristã. Desde então, Emergent Village tem defendido uma aproximação aberta, experimental à teologia. O coordenador da Emergent Village, Tony Jones, me disse que não se senta para conversar com Driscoll há cinco anos. Muito embora eles tenham divergido acerca de teologia, Jones elogiou as qualidades de Driscoll como líder.

“Ele tem uma inteligência incomum”, disse Jones. “Ele também é único na articulação e no humor. Poderia ter sido um comediante. Provavelmente poderia ter sido um grande ator”.

Mas Driscoll parece estar cansado de debates sobre o relacionamento da teologia com o pós-modernismo. Sabendo que seus ex-amigos emergentes não seriam persuadidos, ele, mesmo assim, apresentou 641 versos bíblicos fundamentando sua visão em apenas 14 páginas no Listening to the Beliefs of Emerging Churchs: Five Perspectives. Doug Pagitt, pastor da Solomon’s Porch, em Minneapolis, acerta ao afirmar: “Acho que muito da nossa diferença vem do fato de que, de muitas formas, estamos contando histórias distintas do cristianismo.”

Ofensor estratégico - Driscoll oferece uma lista claramente não-emergente de líderes evangélicos quando perguntado sobre quem o influenciou. Ele cita gigantes como John Stott, Francis Schaeffer, J.I. Packer, Charles Colson e Billy Graham. De um segmento mais jovem, John Piper e os teólogos D.A. Carson e Wayne Grudem compõem sua lista. Perguntado sobre os pastores de megaigrejas Rick Warren e Bill Hybels, ele diz que nunca os ouviu pregar, muito embora fale bem dos métodos deles. "De tudo o que você pode aprender com Packer e Schaeffer, eles não o ensinarão como pastorear uma igreja de 6 mil membros", afirma.

Para Driscoll, 6 mil é só um alvo-referência no caminho para os 20 mil ou mais. Gerry Breshears se recorda de Driscoll falando sobre o plano de crescimento para 2002. Driscoll não impressionou os ouvidos do titular da cadeira de Estudos Bíblicos e Teológicos do Western Seminary, em Portland, Oregon, logo de cara. Driscoll demonstrou um sarcasmo presunçoso, diz Breshears. Driscoll foi ao Western Seminary procurando ajuda para seu curso avançado, já que ele não havia freqüentado seminário antes de fundar Mars Hill. Uma vez superado o sarcasmo de Driscoll, Breshears observou um profundo compromisso com as Escrituras e uma teologia fundamentada na Bíblia.
“Desde então, descobri que Mark é um gênio nato”, Breshears diz. “Ele tem um intelecto de primeira linha. Muito do seu sucesso vem da sua inteligência impressionante e da habilidade empreendedora que só aparece em um em um milhão.”

Trabalhando juntos desde 1999, Breshears observa que Driscoll agora gasta menos tempo criticando os outros e mais tempo falando positivamente acerca da missão da igreja para amar Seattle. Mesmo assim, Driscoll não se tornou menos controvertido do que antes. Ele me disse ter aprendido muito com Ed Stetzer, um missiólogo que trabalha para o Southern Baptist Convention Nort American Mission Board. Stetzer dirige o Center for Missional Research, que estuda cultura e avalia a eficiência da igreja. Entretanto, como Stetzer era membro do conselho do Acts 29, a NAMB não mais o aceitou para esse tipo de trabalho. O porta-voz, Mike Ebert, me disse que a denominação tem “diferenças controversas” com alguns dos pontos de vista e das práticas de Driscoll.

De fato, de acordo com Breshears, “ele ofende todo mundo”. “A maneira de Driscoll fazer as coisas é... se Jesus diz isso, eu vou jogar isso na sua cara. Pode se acostumar com isso”, diz Breshears. "Mas isso é parte do que leva as pessoas a reagir. Aqui está um sujeito que se levanta, abre sua Bíblia, e diz: 'Cara, isso é assim e assim". Quando ele diz, 'cara', uma boa parte do grupo já fecha o tempo. E quando ele diz, 'isso é assim e assim', a outra parte do grupo fecha o tempo", explica.

Bela exortação - Todo debate que Driscoll levanta sobre sua extremada maneira de pregar ou seu estilo de evangelismo é nada comparado às reações advindas de quando ele fala sobre mulheres.

“Se eu pudesse mudar uma parte da Bíblia”, Driscoll disse ao Seattle Times, abordando os escritos de Paulo acerca das questões de gênero, “seria essa parte, só assim me deixariam em paz”.

Mars Hill ensina que somente homens podem servir como anciãos da igreja e que o pai é quem deve liderar a casa. Mas Driscoll freqüentemente volta os olhares para “homens que traem suas esposas, batem em seus filhos, vêem pornografia e se divorciam”. Ele cresceu atrás de um clube de strip-tease numa vizinhança barra-pesada. E continua brigando até hoje.

“Vejo que o mundo está cheio de homens maus, e a única maneira de proteger as mulheres é sendo mais durão do que eles”, explica. “Não estou falando de ser um bandido, agressivo ou estúpido. Mas o que estou dizendo é que quando um bandido, alguém agressivo ou um estúpido aparece no playground e começa a provocar as crianças, alguém precisa mostrar para eles, alguém precisa dar uma dura neles.”

Driscoll teria sido sábio no último outono se tivesse seguido seu próprio conselho e posicionamento acerca das questões de ser homem quando ele comentou a saída de Ted Haggard, do National Association of Evangelicals. Escrevendo em seu blog, Driscoll oferecia ajuda, conselhos práticos para jovens pastores que estivessem em crise na área da tentação sexual. Mas um comentário chamou a atenção.

“Não é incomum encontrar esposas de pastores que deixam as coisas correr soltas; elas algumas vezes pensam que por que seu marido é pastor ele é destinado à fidelidade, o que gera nelas uma propensão à acomodação”, escreve Driscoll. “Uma esposa que deixa as coisas como estão e não se mostra sexualmente disponível ao seu marido, na maneira em que Cantares de Salomão apresenta tão claramente, não é responsável pelo pecado do seu marido, mas também ela não o está ajudando muito”.

Muito embora não tenham sido dirigidos à esposa de Haggard, os comentários compreensivelmente motivaram a exortação. Um grupo de Seattle chamado People Against Fundamentalism se levantou com intenção de fazer uma manifestação pública na Mars Hill Church. Entretanto, Driscoll se antecipou ao protesto desculpando-se em seu blog e sentando-se para conversar demoradamente com os organizadores do protesto.

Ele admitiu não ter articulado cuidadosamente seu posicionamento: os cristãos não devem ter um falso senso de segurança acerca da fidelidade de suas esposas. Ele também admitiu que julgou mal o momento em que fez o comentário.

O comentário sobre os Haggard não surpreendeu aos críticos de Driscoll, que afirmam que seus esforços para proteger as mulheres na verdade as desvaloriza. Jennifer McKinney, do Programa de Estudo da Mulher no Seattle Pacific University, diz que ela começou a ensinar sobre Sociologia do Gênero em parte por causa de algumas questões levantadas na vizinhança de Mars Hill. Ela notou que muitas mulheres estudantes que freqüentam Mars Hill abandonam suas ambições de carreira, tais como assistentes sociais ou pastoras de jovens. Em vez disso, elas se preparam para se tornar esposas e mães.

“Não posso afirmar que as pessoas que vão a essa igreja não sejam seres ativos e pensantes”, McKinney diz. “Mas a percepção no campus é a de que essas mulheres mudaram completamente.”

Driscoll e Mars Hill deram de ombros para essa crítica. Primeiro, porque mulher solteira compõe o maior grupo demográfico em Mars Hill. Depois, quem não esperaria que um pastor ficasse feliz por que as pessoas em sua igreja realmente mudam? Isso é especialmente verdade em Mars Hill, onde 40% do seu crescimento ocorre por meio de conversões. E essa controvérsia parece não ter afetado a igreja – ao menos não a longo prazo. Antes do último Natal, mais de um mês depois dos comentários de Driscoll sobre Haggard, a igreja teve uma queda de 400 mil dólares no seu orçamento. Pela primeira vez a equipe ministerial foi atingida por esse problema. Mas, assim que os membros entenderam a necessidade, as ofertas explodiram. Só em Janeiro, a procura pela igreja teve um aumento de mil pessoas.

A exposição às críticas não tornou os líderes da igreja imunes a elas. Wendy Alsup, a diaconisa responsável pelo treinamento e teologia das mulheres, mostrou-se emocionada quando nos sentamos na “sala de guerra” e conversamos sobre Driscoll. Ela disse que Mars Hill “sempre estará aberta às críticas, porque Deus nos deu um crescimento maior do que poderíamos administrar”. Alsup defende Driscoll com clara paixão. “Ele pede perdão mais do que qualquer pastor que conheço”, ela disse. “Ele confessa pecado publicamente. é um grande exemplo para os pastores jovens, idealistas, confiantes, inexperientes e imaturos aos quais você tem que dizer que você está errado quando você estiver errado”.

Jonathan MacIntosh foi um desses pastores jovens, confiantes e imaturos. Como um plantador de igrejas em 2004, ele apareceu em um acampamento do Acts 29 procurando por conselhos e investimento. Sua igreja teve problemas em crescer além dos 40 membros, apesar da forte liderança leiga. Driscoll perguntou a ele o porquê. MacIntosh culpou o secularismo da sua cidade no Mississippi. Driscoll não engoliu essa.

“Então ele olhou para minha esposa e disse: ‘Ashley, minha querida, diga-me o que está errado em sua opinião. Quero que você seja honesta comigo. Olhe nos meus olhos e diga-me a verdade’”, relembrava MacIntosh. “A princípio ela deu respostas triviais. Mas logo desabou: ‘Meu marido fica fora cuidando desse negócio de plantação de igreja. Eu fico amarrada a esse emprego que odeio, trabalhando feito uma condenada para nos sustentar. Tem gente entrando e saindo de nossa casa a toda hora da noite. Estou perdendo meu marido para esse negócio. Sinto-me miserável. Isso está acabando com a minha alegria de viver, meu amor por Deus e meu respeito pelo meu marido’”.

A essa altura, MacIntosh estava certo de que a Acts 29 não iria subsidiar sua igreja. Então Driscoll disse-lhe: “Você tem uma boa aparência, é eloqüente, animado, prega a Bíblia, ama a Jesus (diz timidamente)”. MacIntosh relembra Driscoll falando para ele: “Você pensa que pode liderar e amar a noiva de Deus quando você não pode liderar e amar a sua própria noiva? O problema com sua igreja é você e o seu casamento. Todo mundo sabe disse. Você é a xerox do seu casamento. Aí está a sua igreja, e esse é o motivo pelo qual as coisas deram errado. Como você se atreve?”

“Cara, aquilo foi lindo”, MacIntosh diz. Driscoll disse para MacIntosh levar sua esposa a um bom restaurante, achar um bom hotel e mandar a conta para ele. Hoje MacIntosh trabalha para a Acts 29 e avalia os plantadores de igreja. Quando nos encontramos na casa de Driscoll, MacIntosh puxou sua carteira e me mostrou uma foto da sua filhinha.

“Deus usou aquele dia e aquele encontro para salvar meu casamento”, disse. “Foi uma sacudida que recebi de Jesus.”

Atirando pedras - Mesmo entre aqueles que compartilham os seus pontos de vista sobre o papel do homem e da mulher e sua preocupação acerca da igreja emergente, Driscoll é bem menos controvertido. John Piper diz que nenhum outro preletor da Conferência Desiring God causou tanta confusão. Alguns calvinistas não confiam totalmente em Driscoll porque levou tempo para sua teologia reformada ser consolidada. Pregando sobre o livro de êxodo, no início de sua carreira ministerial, Driscoll ficou impressionado com a soberania de Deus sobre faraó. Ele viu como Deus agiu para libertar seu povo. O livro de Romanos eliminou qualquer dúvida que restava acerca da teologia reformada, o que ele resume desta forma: “O povo estraga tudo, e Deus nos salva de nós mesmos”.

O venerável expositor reformado John MacArthur tem elogiado a soteriologia de Driscoll. Ele se alegra em ver Driscoll enfatizando a expiação substitutiva e justificação somente pela fé. Mas isso não muda a sua “obsessão com os aspectos vulgares da sociedade contemporânea”, escreveu MacArthur no último dezembro na revista Pulpit.

“O estilo de vida que ele inspira – especialmente sua familiaridade com os muitos modismos – praticamente garante que [seus discípulos] vão fazer pouco progresso na direção de uma santificação autêntica.”

As evidências parecem desmentir a crítica de John MacArthur. Alsup compara Mars Hill com uma sala de triagem da Emergência com muitos novos crentes lutando para superar terríveis problemas. Antes do culto do qual participei, conversei com Lynette Palmer, que se tornou cristã há alguns anos na Universidade de Washington. Sua família passou por muitos abusos físicos e emocionais. Nos últimos anos, a mãe e três irmãs de Lynette abraçaram a fé e começaram a freqüentar Mars Hill. Mas o pai dela ficou preso por anos pelo estupro de uma de suas irmãs. Os sermões de Driscoll ajudaram a trazer cura para Palmer.

“Uma vez que comecei a olhar o que Deus diz acerca da sua soberania”, Palmer disse, “entendi que Satanás não tem poder para destruir as pessoas”.
Driscoll relata muitas histórias do poder transformador de Deus em seu livro Confessions. Mesmo recebendo críticas de MacArthur, ele diz que é “como levar um trote da galera. Não é uma boa sensação, mas ao mesmo tempo significa que você está dentro”. Quando ainda era cristão iniciante, Driscoll pegou centenas de fitas para aprender com as pregações de MacArthur. Ele lamenta que MacArthur escolha um fórum público para suas críticas, quando ele teria satisfação de voar até Los Angeles para ouvir os seus conselhos.
Sem implicar diretamente MacArthur, Driscoll faz uma distinção entre missionários que estudam cultura e fundamentalistas que tentam evitar a cultura.

“O fundamentalismo está, de fato, perdendo a guerra, e acho que isso é, em parte, responsável pelo surgimento do que conhecemos como um maior liberalismo da igreja emergente”, Driscoll diz. “Isso porque muito do que alimenta esse liberalismo da igreja emergente é o cansaço gerado pelo fundamentalismo extremo que atira pedras na cultura. Mas cultura é a casa onde as pessoas vivem, e me parece realmente maldoso atirar pedras na casa das pessoas”. Somente alguns amigos de Driscoll vêm em sua defesa, porque ninguém mais se arriscaria por ele. Driscoll não se incomoda com isso, desde que seu grupo de missionários aculturados continue firme em seu trabalho. Centenas de jovens ministros plantando igrejas ao redor do mundo; eles o entendem. Eles o dão espaço enquanto ele busca o equilíbrio entre ser sensível e ser provocativo.

“Você não pode negar suas raízes”, diz Darrin Patrick, vice-presidente da Acts 29. “Mark é um brigão de rua.” Até mesmo o Bom Pastor teve que lutar contra lobos.

Collin Hansen é editor associado da Christianity Today. Seu livro sobre o ressurgimento da teologia reformada entre jovens evangélicos será publicado pela Crossway em 2008.

Extraído do http://cristianismohoje.com.br/retrancas/Pastor%20provocador/35576

Domingo, 29 de Março de 2009

Homenagem ao Meu Mano



Rodrigo, não sei o propósito do Senhor sobre sua vida. Sei que é de bençãos. Estamos orando para que você saia da UTI no nome do Senhor Jesus.
Apesar que os médicos já desenganaram, mas não desistirei de você. A última palavra é do MÉDICO dos médicos, JESUS CRISTO.
Que seja feita a vontade única e exclusiva do Senhor Deus.

Te amo. Seu mano Mozart.

28/03/2009